2018, o ano em que mudei de vida

Último dia de 2018, dia de balanços, de por a mão no coração e agradecer por tudo o que a vida me deu. Foi um ano bom, com as suas dificuldades, com bastantes mudanças, mas acredito que tudo nos acontece no momento certo e 2018 foi o ano certo.

Pensei muito se escrevia ou não sobre este tema, mas se este Blog é uma espécie de diário onde escrevo sobre o que quero e principalmente sobre o que me vai na alma, tinha obviamente de escrever sobre o que 2018 me trouxe, uma mudança de vida. 
[Seja bem-vindo quem vier por bem!]

2018 começou e eu estava longe de imaginar que seria um ano tão importante para mim, mas tudo se desenhou para que assim fosse, e ainda bem! 
Para mudar de vida é preciso coragem, é preciso vencer os medos, é preciso ter fé e tentar não antecipar o que estar para vir, é preciso focar a nossa atenção e energia no agora e por o nosso caminho nas mãos da vida ou da força maior que nos conduz.

2018 assim meio a medo forçou-me a tomar uma decisão, é uma decisão temporária, mas tenho consciência de que mesmo sendo temporária, tem impactos irreversíveis na minha vida e na vida dos que me rodeiam.

Em 2018 coloquei a minha vida profissional em stand-by, uma pausa prevista de aproximadamente 1 ano para me focar numa função em que sou totalmente insubstituível, ser MÃE e acompanhar o meu filho nas consultas e terapias que semanalmente preenchem a sua agenda. Poder acompanhá-lo nas consultas e terapias com tranquilidade (está cientificamente comprovado que as crianças que têm um dos progenitores nas terapias têm melhores resultados), estar verdadeiramente presente, dar-lhe abraços quando preciso, segurar-lhe a mão, brincar com ele, enchê-lo de mimos e deixá-lo ser criança.
Não descurar nunca da minha filha, que precisa igualmente da presença da mãe, da mãe amiga, da mãe com tempo, da mãe que escuta, que abraça, que enche de mimos.
E sem dúvida que esta é a minha função mais valiosa e preciosa, os meus filhos, o meu legado, que só têm esta mãe. E hoje esta mãe tem uma missão de vida muito diferente do que estava à espera, mas esta mãe aceitou e esta mãe está hoje tranquila e em paz.

Se alguma vez imaginei que o iria fazer? Não, mas desde que tivemos o diagnóstico em 2016 que me começou a passar pela cabeça, e eis que chegou o momento, estou actualmente de Licença de Acompanhamento a Filho com Doença Crónica, para quem não sabe o que é convido-vos a lerem o esclarecedor artigo que a Cristiana Pereira escreveu para o MÃES.pt (aqui).
Se vou usar os 4 anos da licença? Se é definitivo? Não sei, ninguém sabe o dia de amanhã, tudo o que temos é o agora e o meu agora é este, e por mais estranho que possa parecer a algumas pessoas, estou realizada e feliz neste meu papel.

E o dinheiro? O dinheiro não é tudo!
E a carreira? A carreira não é tudo!
É possível realizarmo-nos de Licença de Acompanhamento a Filho com Doença Crónica? SIMMM!!! 
É possível ser feliz neste papel de mãe de uma criança especial? SIMMMMM [gigante]!!! 
E o futuro? Não sei, ninguém sabe!
E se...? Eliminei os "e se" do meu vocabulário! 

Se tens um filho com uma doença crónica e queres estar mais presente, queres acompanhá-lo, queres estar com ele? Só te posso dizer que sim, que vai, sem medo, tu és capaz! 

Beijinhos*Cláudia 

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