Anda meio mundo zangado!


Comecei recentemente a andar mais devagar, a ter tempo para observar o que e quem me rodeia, comecei a ter tempo para saborear os momentos e comecei também a reparar nos desconhecidos com os quais cruzo caminho e tristemente constato que anda meio mundo zangado. 
Andam zangados com a vida, com tudo e com nada, com os que lhes são mais próximos, com os desconhecidos, com a meteorologia, com as notícias, com...
Cada vez se vê mais gente de trombas, mal encarada, com olheiras, com amargura estampada no rosto. 
Cada vez se vê mais gente a discutir em público, na frente dos filhos, dos pais, dos amigos.
Cada vez mais se vê gente a queixar-se tudo e de todos.
Cada vez mais se vê gente rancorosa, com um pedregulho no lugar do coração.
Cada vez mais se vê gente insensata, insensível, incongruente, incoerente, imprudente, insano.

Em plena loja de móveis e decoração, cujo nome começa por I e termina em A e no meio tem as letras KE (apeteceu-me meter uma à Nuno Markl!) vi casais a discutir, vi maridos a insultar as mulheres com os filhos a assistir, vi uma mulher a ameaçar suicidar-se em frente do marido e dos filhos, vi outra mulher a dizer que toda aquela gente que por ali andavam lhe metia nojo, vi um marido a dizer que não queria móveis novos pois a casa onde vivia com a mulher e os filhos estava cheia de m***a.
E podia estar aqui a descrever tudo o que vi e ouvi, tais barbaridades deixaram-me a pensar que realmente há quem desperdice a vida com tretas, com quezílias desnecessárias, há quem faça questão de estar zangado com a vida, quem ache que viver é um fardo, que faça tudo para estar mal assim como quem está à sua volta e que se esteja literalmente nas tintas para o marido, para a mulher, para os filhos, para os pais, para todos e para tudo... 

Quando dermos por isso já passaram 40, 50, 60 ou 70 anos e desperdiçamos a vida com amarguras, com má cara, com agressões gratuitas, com difamações, com mesquinhices, prejudicamos quem nos rodeia e criamos mau estar, mas acima de tudo quem fica mais prejudicado é sempre o próprio, pois a vida devolve-nos o que lhe damos e este ciclo vicioso sem fim consome-nos pouco a pouco e acaba por nos anular. 

Penso que vale a pena reflectir neste modo de viver.

Beijinhos 

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