quinta-feira, 28 de junho de 2018

Não baixamos os braços!

Cá em casa é assim, mesmo com problemas, com situações que à partida nos deitariam ao tapete, arregaçamos as mangas e metemos mãos à obra! Desistir do que acreditamos jamais acontecerá! 
Mesmo havendo uma patologia grave cá por casa e cujo prognóstico até ver não é muito positivo sabemos que ninguém sabe tudo e que tudo pode acontecer, assim sendo, tudo fazemos para poder proporcionar mais qualidade de vida, para conseguirmos travar a evolução da doença e para ver o brilho nos olhos de quem tanto amamos. Dedicamos todo o nosso empenho, grande parte do nosso tempo e dinheiro nesta cruzada, que acreditamos que vamos vencer.

Equilíbrio, é a palavra de ordem, pois sendo uma criança não pode estar constantemente a ser afastada do seu mundo, da escola, das brincadeiras e a ser bombardeada com terapias, tratamentos, consultas, etc, há que manter a normalidade e incluir estes extras com muita naturalidade nas vida e na rotina. 

Dentro do equilíbrio seleccionamos, de acordo com as indicações médicas, aquilo que achamos ter mais impacto, aquilo que é mais adequado à nossa realidade, horários, logística familiar e orçamento, pois a realidade é que nem sempre conseguimos obter do SNS todas as terapias e todas as comparticipações que são devidas.

Ninguém escolhe estas situações para a sua vida, mas se a vida nos dá, isso que pelo menos os nossos impostos e o que há anos descontamos para a Segurança Social e afins que sirva para alguma coisa e que nos atribuam, às famílias com situações semelhantes, o que temos direito e que não tenhamos de deixar de dar e fazer o melhor para  e pelos nossos filhos devido a constrangimentos financeiros! 

Outra questão é obviamente a disponibilidade de tempo e a logística familiar, também aqui se requer equilíbrio, pois não podendo ninguém deixar de trabalhar, pelos motivos que escrevi acima e sendo que muitas das terapias são feitas no privado e custam muito dinheiro, há que manter o equilíbrio entre todos os aspectos. São precisos sacrifícios? Sim, são, muitas horas de sono a menos, muita correria de um lado para o outro, muitos tentáculos do nosso polvo a mexer.

Como a querida Sofia Rubina - O Arco Iris da Sofia me ensinou, nós não escolhemos a doença, mas escolhemos o que fazer com ela! 

E nós escolhemos ser felizes!! 

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