domingo, 11 de março de 2018

A Mãe que NÃO quero ser



Antes de ser Mãe achava que sabia tudo o que queria e não queria ser e fazer como Mãe, mas estava redondamente enganada, a vida real encarregou-se de me mostrar o quanto! 

Quase 7 anos depois sei que Mãe quero ser, mas acima de tudo sei a Mãe que NÃO quero ser. Sei o que não quero para mim, para os meus filhos, para a minha família, somos de carne e osso, reais, e ainda bem, e por isso vamos ter dias em que vou gritar, em que me vou zangar, em que vamos discutir, em que vou errar e que vou fazer exactamente tudo o que não quero, mas tenho as minhas intenções bem claras. Intenções essas que coloco diariamente no meu coração e no meu pensamento, mesmo quando tudo corre bem e principalmente quando falho.

NÃO quero ser a MÃE que anda sempre a correr, que leva tudo a toque de caixa, que constantemente grita: vá vamos lá, despachem-se, estou à vossa espera! 

NÃO quero ser a MÃE que não tem tempo para ouvir, para observar, para conversar, para brincar, para ler uma história. Aquela Mãe que diz constantemente: já vou, só mais um minuto e vou ter convosco...  

NÃO quero ser a MÃE sem paciência, mal disposta, carrancuda, preocupada e focada nas coisas de adultos.

NÃO quero ser a MÃE que está sempre a trabalhar, agarrada ao pc, ao telemóvel, aos papéis.

NÃO quero ser a MÃE que grita, que perde a cabeça, que se exalta, que não se controla.

NÃO quero ser a MÃE que não é o exemplo, que pede algo a os filhos e que age de forma oposta.

NÃO quero ser a MÃE que perde os melhores momentos, que não está presente, que não faz surpresas.

Ser Mãe é uma das maiores oportunidades de crescimento pessoal que uma mulher pode ter e eu quero ser a MÃE que cresce com os filhos!

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