terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Escapa-me por entre os dedos


Ao tempo que me escapa por entre os dedos, olho para o relógio e já passou mais uma hora, olho para o relógio e está na hora de sair, de ir, ou está na hora de me deitar ou de almoçar ou de jantar, está sempre hora de alguma coisa.
E não gosto desta sensação, de sentir que me escapas por entre os dedos, que voas e que eu não faço contigo ou de ti tudo o que gostaria, tudo o que devia, tudo o que me faria mais feliz. 
Sei que são fases e que não vai ser sempre assim, no presente tento aproveitar e desfrutar de tudo, mas não consigo deixar de sentir que nunca me chegas, que quero mais de ti, que preciso de mais tempo.
Sei ainda que é fruto dos tempos modernos, do excesso de ocupações, do excesso de estímulos, da velocidade estonteante com que o mundo gira, com que a informação circula, da exigência que temos da vida e de nós próprios.

Precisamos de tempo para não fazer nada, tempo para parar, tempo para pensar, tempo para estar com os que amamos, tempo para estarmos em contacto com a natureza, tempo para ler, tempo para escrever, tempo que passe devagar para fazermos o que nos apetecer, sem pressões, sem correrias...

Foto daqui

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